quarta-feira, 20 de maio de 2009

Continua a greve dos profissionais da Caixa

Impera na direção da Caixa Econômica Federal e em setores do governo ainda a lógica da exploração máxima dos trabalhadores.

Isso tem se comprovado nas diversas negociações ocorridas nos últimos anos em que, a Caixa sempre se posiciona de forma taxativa em não ceder em nada às reivindicações dos empregados, e mais que isso, descumprindo os acordos assinados.

Muitos são os exemplos recentes dessa postura truculenta da Caixa, como nas negociações sobre o PCS da carreira administrativa, sobre as promoções por merecimento, sobre as questões dos aposentados, sobre o Saúde Caixa, sobre a isonomia entre novos e antigos. Em todos esses casos, a empresa procurou portar-se como um mero banco privado, de mercado, contrapondo-se a qualquer reivindicação dos trabalhadores e buscando, a todo custo, eliminar conquistas e arrefecer o espírito de luta dos empregados da Caixa.

A mais recente trata do Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira administrativa, que congrega, entre outros, engenheiros, arquitetos e advogados. A Caixa insiste em apresentar uma proposta de tabela salarial que, além de ser muito aquém dos anseios da categoria, ainda não soluciona os graves problemas existentes, como a questão da jornada de trabalho de 6h, as dificuldades e impedimentos de migração para a nova tabela, a isonomia, entre outras.

Ao longo do processo, a Caixa apenas maquiou a mesma proposta ruim já realizada, tentando chantagear esses trabalhadores que, entre outras atividades, são responsáveis pela aplicação dos recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Os empregados da carreira profissional, mostrando muita determinação e disposição de luta, cruzaram os braços desde 28 de abril, construindo uma forte greve nacional que já avança pelo 23º dia.

Como se não bastasse a intransigência em negociar, a Caixa, mais uma vez, ajuizou um dissídio junto ao TST, tentando arrefecer a greve. Mais uma vez, a tática da diretoria da Caixa foi um fracasso. A greve, mesmo já se prolongando, não diminui.

O Ministro João Oreste Dalazen, do TST, fez uma tentativa de conciliação nesse dia 18 de maio que chegava a 31% de reajuste no piso salarial e obrigou as partes a retomarem as negociações que continuaram sem avanços em rodada dia 19. Nova audiência está marcada para dia 20 de maio.

Com o impasse, a greve continua.

Os empregados da carreira profissional, que totalizam cerca de 2.500, dos cerca de 80mil empregados da Caixa não pretendem a ceder às chantagens da empresa e mostram disposição de prosseguir em luta.

Nos últimos anos a Caixa tem tentado dividir os empregados em segmentos distintos, enfraquecendo o conjunto do movimento. Essa greve nos prova que é necessário a unidade.

A campanha salarial dos bancários de 2009, que está em seus primeiros acenos, promete grandes embates em grandes demandas. O caminho é a unidade da categoria e, na Caixa, dos empregados das carreiras administrativa e profissional em uma só frente de batalha, pois as questões fundamentais reivindicadas são as mesmas.

Proposta da Caixa*       Proposta do TST*

Níveis:       36                   não trata

Variação: 51%             38%

Piso:        R$5.700           R$6.600

Teto:         R$8.621         R$9.117

*Não tratam das demais reivindicações

 

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