domingo, 24 de maio de 2009

A crise e as transformações necessárias

Sybelle Chagas*


O neoliberalismo, praticado no Brasil principalmente no governo de FHC, através de uma política econômica bastante recessiva, atingiu em cheio a classe trabalhadora. Além de promover o desemprego em grande escala, o que teve como principal conseqüência o gigantesco índice de informalização, os postos de trabalho restantes acabaram bastante precarizados e desvalorizados. Isso só contribuiu para a concentração ainda maior da renda, e na inanição do desenvolvimento do país.


A crise do sistema capitalista que estamos vivendo atesta a falência do modelo neoliberal e a necessidade de uma nova realidade para o mundo do trabalho, e para a sociedade como um todo. Quanto ao primeiro objetivo, os primeiros passos estão sendo dados. O viés desenvolvimentista do Governo Lula já promoveu o surgimento de novos postos formais de trabalho, e mesmo com o volume de demissões provocados pela crise, passa pela situação de forma mais confortável que o resto dos países que também não tem controle sobre o fluxo de capitais.


Ainda assim, algumas práticas usadas no mundo do trabalho para enfrentar a crise acabam saindo pela culatra. Diminuir salários num momento em que é necessária a manutenção dos índices de produção, não parece a melhor saída para que se mantenha ou aumente os níveis de consumo, imprescindível neste período. A valorização do trabalho, revertendo o quadro criado com as políticas neoliberais, é a única saída para o crescimento econômico, trazendo ainda como conseqüência o desenvolvimento do país com distribuição de renda.


O que está claro nessa conjuntura é que esta é uma crise do sistema capitalista como um todo, ocorrendo de forma sistêmica, e essas medidas citadas anteriormente são paliativas. A verdadeira solução está na transformação da sociedade, na construção de um modo de produção que não seja baseado na opressão, na exploração, na contradição da produção coletiva e apropriação privada. Essas transformações precisam de uma ruptura, força que os trabalhadores têm, e precisam organizar para construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário. Um mundo socialista!


*Sybelle Chagas é funcionária do BB, diretora do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e representante dos Pós-98 no GT de Relações Sindicais da Anabb

Um comentário:

jaime de jesus leal disse...

Penso que os desafios no movimento mundial e a vida dos trabalhadores brasileiros e o povo em geral passa pelas fases do sistema capitalista ora em evidência com os resultados de saldo negativo, a crise econômica só pode ter uma saída: o começo da mudança para um sistema mais democrático o socialismo.
O capitalismo, desde que existe, vive de crise em crise. Houve recessão nas décadas de 1860, 1890, 1930 e 1980. A atual, que começou no coração do capitalismo, em Nova York (Estados Unidos da América), é a mais grave de todas. E, como as anteriores repetem o mesmo caminho de horrores para os trabalhadores: desemprego, desrespeito à legislação trabalhista, arrocho salarial. Esta crise é igual a todas as outras que existiram no passado mais negro da história no mundo, espalhando entre o povo o medo do futuro, a incerteza em relação ao emprego e à renda. Para os trabalhadores, a juventude e o povo em geral, o capitalismo oferece uma trilha de dificuldades e carências sempre maiores
Este é o caminho do capitalismo: uma trilha de dificuldades e carências cada vez maiores para os trabalhadores, de luxo e riqueza para apenas aquele pequeno número de pessoas que, controlando a propriedade e o dinheiro, estão no topo do sistema e gozam de privilégios indecentes, enquanto a maioria que trabalha e produz toda a riqueza no mundo brasileiro, por exemplo, mal ganha para comer, morar e atender às suas necessidades básicas. E, muitas vezes, nem isso, com a fome, a doença e a miséria rondando suas vidas.
Para o povo e para os trabalhadores a saída precisa ser outra. Não pode ser a saída que salva os ricos e beneficia o capital e o capitalismo, mas aquela que tem no centro a busca do bem-estar social das pessoas; que garanta trabalho digno e renda adequada para o atendimento das necessidades de moradia, saúde, educação, alimentação, cultura e lazer. Esta saída, que rompe com a lógica fria e desumana do capital, é o socialismo.

A saída é o socialismo
“Pois quem é que paga pela crise? A lógica do sistema capitalista selvagem é empurrar seu custo para a população, salvando as grandes empresas. Os trabalhadores precisam de novos caminhos, alternativos. E este caminho é o socialismo."
Jaime Leal – Jequieense e Técnico em Contabilidade

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