terça-feira, 26 de maio de 2009

Pós-98 tomam posse nos GTs da ANABB

Paula Goto*

No dia 08 de maio a ANABB – Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, entidade com mais de 110 mil associados, deu posse aos representantes eleitos dos pós-98 para os seus grupos temáticos.

No Banco do Brasil, os pós-98 representam aproximadamente 60% do quadro funcional, mas não encontram a mesma representatividade nas instituições das quais fazem parte, seja nos sindicatos, na Cassi, na Previ, na ANABB e nas demais entidades do funcionalismo.

Estimular a cultura associativista e a participação nos grandes debates, com a nossa efetiva representação nas entidades é um desafio que diz respeito à própria identificação dos pós-98 com estes espaços. Portanto, nossa participação na entidade se reveste da maior importância no momento em que, ao mesmo tempo em que somos maioria no BB, somos minoria em direitos.

Aliando a experiência dos mais antigos com a rebeldia da juventude na luta pela reconquista de direitos que nos foram negados desde o primeiro momento de nosso ingresso no BB, os representantes eleitos dos pós-98 espelham a composição do próprio segmento e buscam, de forma uníssona, a isonomia de direitos entre pré e pós-98.

Considerando a isonomia sua principal bandeira de luta, os representantes estiveram reunidos no dia 07 de maio com o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), para discutir estratégias e táticas para a articulação da aprovação do PL 6259/2005, o Projeto de Lei da Isonomia! Concluímos pela necessidade de um amplo Movimento Nacional pela Aprovação do Projeto de Lei da Isonomia!

Um movimento que articule as principais lideranças políticas e sindicais, juntamente com os “amigos do BB”, seja na intelectualidade ou nos demais segmentos, traz avanços não somente no âmbito do parlamento para a aprovação do projeto de lei, mas reposiciona o segmento e suas reivindicações junto às próprias instituições bancárias, já que o movimento em si fortalece a própria categoria.

A nossa participação na ANABB tem, portanto, uma dupla implicação. Ao mesmo tempo em que podemos contribuir para a renovação da entidade e de seu próprio crescimento junto aos mais novos bancários, pautamos de forma mais acentuada a defesa dos direitos dos pós-98 em todos os espaços, na Cassi, na Previ, nas questões mais prementes do Plano de Cargos e Salários e na necessidade de maior abertura das entidades para a participação do segmento.

Paralelamente à nossa atuação junto à ANABB, e como representante dos Bancários Classistas, fazemos um chamamento às demais organizações para que encampem o movimento de valorização dos Bancos Públicos e dos bancários por meio deste nosso movimento, construindo os debates em todos os espaços que se façam possíveis, seja nos sindicatos, nos parlamentos ou junto à intelectualidade.

*Paula Goto, é funcionária do BB, colaboradora do Bancários Classistas e Coordenadora do GT Isonomia na ANABB

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