quinta-feira, 18 de junho de 2009

Plenária lamentável


Emanoel Souza*

No dia 16 de junho, no Sindicato dos Bancário de São Paulo, foi realizada a Plenária Nacional dos Empregados da Caixa para discutir a proposta do empregados para novo PCC (Plano de Cargos Comissionados) da empresa. As deliberações ali aprovadas recolocam na ordem do dia a preocupação dos militantes classistas sobre os rumos de nosso movimento.

A proposta encaminhada pela Articulação Bancária (ArtBan/CUT) e aprovada pela maioria dos presentes põe o movimento dos empregados na defensiva. Em primeiro lugar, a questão da jornada de 6 horas para todos, sem redução salarial, bem como a não discriminação dos empregados que optaram em permanecer no REG/Replan ou que tenham ação contra a Caixa, posta como uma preliminar pelos militantes da CTB, foi rejeitada, ficando apenas como uma reivindicação a mais. Já a extinção do famigerado CTVA (verba salarial criada pela Caixa na era FHC para burlar as contribuições previdenciárias) foi aprovado, no entanto ficou aprovado que os empregados apresentarão como proposta um tal de ARF (Ajuste Referencial de Função), que nada mais é que o CTVA com um outro nome. Para completar os militantes da ArtBan sequer aceitaram que ficasse definido uma nova plenária após o processo de negociação para definir uma posição nacional acerca da proposta final de novo PCC.

Durante a plenária os companheiros da CSD/CUT, da Intersindical e da Conlutas assumiram posição semelhante aos CTBistas.

Assim, iniciaremos as negociações com a direção da Caixa na defensiva, restando apenas tentar interferir no sentido da valorização de algumas funções e buscando conquistar um processo de seleção mais transparente e objetivo, bem como o estabelecimento de regras claras e democráticas no caso de perda de função. Lamentável.

No entanto, o perigo maior é que a negociação do PCC passe a se tornar o foco principal dos empregados durante a campanha salarial o que poderá permitir à direção da Caixa manobrar com os diversos segmentos da categoria, contemplando algumas funções em detrimento de outras e jogando empregado contra empregado. Neste sentido, a intervenção decisiva dos CTBistas, polarizando outras correntes, bem como o conjunto dos empregados da Caixa, se faz extremamente necessária. O foco de nossa campanha salarial precisa ser colocado sobre as questões do aumento real de salário, da isonomia para todos e da reconquista de direitos subtraídos durante a era FHC, bem como de uma PLR que faça justiça aos esforços que os empregados da Caixa têm empreendido para a consecussão das políticas socias do governo.

No próximo dia 30 de junho a direção da Caixa deverá apresentar a sua proposta. A CEE/Caixa se reune no dia 07 de julho e no dia 08 de julho os empregados realizam um dia nacional de luta quando esperamos estejamos começando as negociações com a empresa.

Apesar dos equívocos lamentáveis da Plenária Nacional, não podemos desanimar. Vamos mobilizar a categoria para conquistar o melhor PCC possível.

Emanoel Souza é presidente da FEEB-BA/SE e colaborador do Bancários Classistas

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