terça-feira, 7 de julho de 2009

Alternativa Classista


Iza Menegatti*

A CTB surgiu como uma alternativa classista, não apenas para os bancários, mas para a classe trabalhadora como um todo. Mesmo antes da sua criação, estávamos discutindo as debilidades da CUT, e a sua ausência nas entidades que não estão ligadas à corrente majoritária do atual governo.

Vale salientar aqui que nosso papel não é apenas apontar os erros cometidos pela CUT. Desde a sua criação, a CUT participou da luta dos trabalhadores, estando presente em várias conquistas, inclusive dos bancários. Muitos trabalhadores que hoje levantam a bandeira da CTB participaram do movimento que culminou na criação da CUT. Naquela conjuntura, assim como hoje, era necessário que os trabalhadores se organizassem, garantindo a unidade e resistência no longo caminho que trilharam. Atualmente, porém, esta central parece mais preocupada em se fortalecer, deixando sua principal bandeira - a luta - num plano secundário.

Por causa desse descontentamento crescente que surgiu a CTB. Pra resgatar a pluralidade e a autonomia da luta sindical. Pra garantir que o debate voltasse à ordem do dia. Pra fomentar a organização trabalhista. Pra somar, e não afunilar.

Além disso, gostaria de lembrar que a CTB, ao contrário da CUT, não favorece as entidades sindicais ligadas ao governo. Ela defende que a luta dos trabalhadores deve ser de todos os trabalhadores. E isso, lamentavelmente, a CUT já não nos garante mais.

Levando em conta tudo isso, vários sindicatos já puxaram essa discussão. E podemos dizer, sem medo de errar, que essa discussão só nos fortalece. Nos chama à responsabilidade de reconstruir os fóruns de trabalhadores. Ela nos aponta novas direções, nos mostra que um outro caminho é possível. E, mais do que nunca, resgata nosso espaço de luta e resistência contra todo aquele que tenta explorar os trabalhadores.

Maria Izabel Menegatti (Iza) é empregada da CEF, no Rio de Janeiro


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