segunda-feira, 20 de julho de 2009

CTB debate com outras centrais Campanha Salarial 2009

Durante o seu 2º Encontro Nacional do Ramo Financeiro, realizado em 17 de julho, em São Paulo, a CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – convidou companheiros de outras organizações sindicais, com representação entre os bancários.

Participaram do debate, afim de trocar experiências e opiniões sobre a campanha salarial 2009 dos bancários, além da CTB, a Intersindical e a Conlutas. A CUT e a Contec foram convidadas, porém não puderam conparecer ao evento.

Resgatar a dignidade dos bancários

Emanoel Souza, presidente da FEEB-BA/SE e membro do Comando Nacional dos Bancários, representou a CTB, avaliando a realidade nacional e internacional. No tocante à crise internacional, apesar desta ter grandes proporções, no Brasil e na América Latina o impacto é bastante menor, devido às vitórias populares do último período, elegendo governos progressistas.

Para a campanha salarial dos bancários, pautando as avaliações e posições dos bancários classistas, Emanoel ressaltou a construção da unidade de toda a categoria e também das diversas representações sindicais como elemento chave para os trabalhadores superarem as dificuldades atuais e poderem avançar a novas lutas e conquistas. Esse é um esforço importante da CTB.

"Os bancários classistas defendemos, como estratégia, uma campanha salarial nacional, com negociação geral junto à Fenaban, concomitante com negociações específicas nos bancos públicos, principalmente pela isonomia e reposição das perdas salariais." disse Souza.

Para a CTB, é necessário contemplar as reivindicações de todos os segmentos da categoria, seja de bancos públicos ou privados, para que seja possível alcançar a unidade real de todos os bancários.

“Resgatar a dignidade do bancário, o orgulho de pertencer uma categoria profissional, é o objetivo dos bancários classistas nesse ano”, afirmou Souza.

Nessa campanha salarial, a CTB se concentra nos eixos do aumento real; da elevação do piso da categoria, com referência no calculado pelo DEESE; no respeito à jornada de 6 horas; e na implantação de planos de carreira em todos os bancos. Também está na pauta da CTB redução dos juros bancários; a regulamentação do sistema financeiro; e a defesa do caráter público dos bancos estatais.

“Devemos deixar claro que a crise é culpa dos banqueiros, mas que eles não estão em crise e que, portanto, podem e devem ceder às justas reivindicações dos bancários” finalizou Emanoel Souza.

Unidade para superar a crise

Dirceu Travesso, o Didi, da Conlutas, iniciou o debate tocando na questão da crise internacional, que avalia ter ainda longa duração, e, mesmo não afetando o Brasil da mesma forma que outros países, afeta a campanha salarial dos bancários.

A Convenção Coletiva Nacional (CCT) é uma grande conquista dos bancários, mas tem servido, contraditoriamente, como freio à luta de parte considerável da categoria, em especial nos bancos públicos. Isso é fruto, segundo Didi, da concentração burocrática de poder na cúpula sindical.

Nessa campanha salarial, a Conlutas crê ser importante o debate sobre a crise econômica, além das questões imediatas. Também pauta a reposição das perdas salariais desde o plano real como elemento importante da construção da luta da categoria.

“A tática de campanha deve reforçar as negociações específicas, avançando na construção do movimento, com mais força e auxiliando na construção de uma nova correlação de forças.” disse Travesso.

Importantíssimo a construção da unidade das várias representações sindicais da categoria bancária para a superação da crise, como no ato nacional unificado das centrais sindicais do próximo dia 14 de agosto.

Novo momento, nova tática

Edson Carneiro, o Índio, representando a Intersindical, avaliou que a crise altera a conjuntura, jogando dificuldades para os bancários esse ano. Por isso, a categoria não deve utilizar a mesma tática dos anos anteriores.

Na opinião da Intersindical, é preciso superar a burocratização imposta pela cúpula do movimento, avançando a mobilização e denunciando as saídas que os governos têm dado à atual crise, adquirindo, total ou parcialmente bancos, para depois devolvê-los, saneados, aos banqueiros.

Construir e ampliar a unidade de todas representações sindicais dos bancários é importantíssimo para, não só mantermos as conquistas da categoria, como também para avançar em novas lutas.

“A Intersindical defende a manutenção da mesa geral unificada, mas com fortes negociações específicas junto aos bancos públicos, pautando, inclusive, as perdas salariais desde o plano real” finalizou Índio.



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