terça-feira, 21 de julho de 2009

Conferência define reivindicações e estratégia de campanha salarial


Realizada neste final de semana, de 17 a 19 de julho, em São Paulo, a XI Conferência Nacional dos Bancários aprovou a pauta de reivindicações da categoria para a Campanha Salarial 2009. Dentre os pontos aprovados, destacamos o índice de reajuste de 10% (reposição da inflação mais 5% de aumento real), enquanto os bancários da CTB defendiam o reajuste de 15% (inflação + 10% de aumento real).


Outra questão foi a estratégia da campanha salarial, que permanece a atual, porém os bancários da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) se posicionaram no plenário por uma mesa geral da Fenaban, com as mesas específicas concomitantes nos bancos públicos, as quais teriam maior autonomia para discutirem as perdas salariais. Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, "apesar das resoluções limitadas da Conferência, mais uma vez, será a luta que determinará aonde vamos chegar", avaliou.



As principais bandeiras aprovadas na Conferência são PLR de três salários mais R$ 3.850, contratação de toda remuneração dos trabalhadores (inclusive a parte variável), valorização dos pisos salariais, combate às metas abusivas e ao assédio moral, PCS para todos, mais segurança nas agências e regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, que incentive o crédito e reduza os juros.Já para a cesta alimentação será reivindicado um salário minimo (R$ 465,00).


Estratégia - Está mantida a campanha nacional unificada entre bancos públicos e privados, com negociações das questões de cada banco sendo realizadas simultaneamente em mesas específicas. A pauta de reivindicações será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no início de agosto.



Pisos salariais - Os bancários aprovaram a valorização dos salários de ingresso na categoria, com o piso salarial de escriturário baseado no salário mínimo do Dieese, de R$ 2.047,00. O piso de portaria seria de R$ 1.432,90 e o de caixa R$2.763,45. Para o primeiro comissionado, a reivindicação é de R$ 3.477,88 e para o primeiro gerente R$ 4.605,73.

Plano de Carreira - A Conferência manteve a proposta de criação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) para todos os bancos, com o acompanhamento dos sindicatos - que já estava na pauta de reivindicações do ano passado. A proposta prevê 1% de reajuste a cada ano de trabalho. A cada cinco anos, esse reajuste será de 2%. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos. A proposta de PCS determina, ainda, que os bancos são obrigados a treinar o trabalhador para a nova função por no mínimo 60 dias. E quando houver uma nova vaga, o banco é obrigado a fazer um processo de seleção interna para preenchê-la. Para cada cargo e função, o banco deve apresentar a grade curricular necessária e oferecer o curso aos trabalhadores dentro do expediente. Em caso de descomissionamento do bancário, a comissão será incorporada ao salário integralmente.

Garantia do emprego - Novas contratações, fim das terceirizações, garantia de emprego inclusive durante os processos de fusão, luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT que proíbe dispensas imotivadas, acabar com as demissões por justa causa em função de endividamento, respeito à jornada de trabalho. Essas foram algumas das prioridades definidas pelos trabalhadores para garantir o emprego dos bancários. Também foi definida a reivindicação da ampliação do auxílio-educação para todos e a licença-maternidade de seis meses.

Fonte: www.feebbase.com.br

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