quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Bancários querem DEMOCRACIA

Na noite de hoje, os bancários e bancários de Curitiba tem um compromisso com a Democracia e o direito de livre expressão na assembléia de cassação da liberação sindical do companheiro Jefferson Tramontini, TB da CEF, por ter defendido um indíce de reajuste diferenciado da corrente majoritária. Leia abaixo a noite divulgada pelo Núcleo de Base de Curitiba.


BANCÁRIOS QUEREM DEMOCRACIA

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) sempre pautou sua atuação pela construção da unidade de todos os segmentos da classe trabalhadora. Unidade que não pressupõe cabrestos nem adesões, mas o respeito às diferentes opiniões, visando um objetivo comum.

Da mesma forma, os militantes da CTB se mantém firmes na defesa do que acreditam ser os melhores caminhos pra as categorias onde atuam. Assim também é a ação dos organismos da CTB entre os bancários de todo o país.

Com essa visão, a CTB construiu um acordo político no Sindicato dos Bancários de Curitiba com a CUT para a eleição sindical de 2008. O acordo tratava da construção da unidade, sem adesões. Assim, com o voto da categoria e decisão de assembléia, ficou liberado o companheiro Jefferson Tramontini, pós-98 (TB) da Caixa, para o trabalho sindical.

Foi por essa razão que os sindicatos filiados e os núcleos de base da CTB pautaram, nas assembléias de aprovação da minuta de reivindicações 2009, Brasil afora, modificações substanciais no texto original. Mudanças como a elevação do índice de reajuste a um patamar mais justo (inflação+10%); a necessidade da recomposição das perdas salariais desde o plano Real; a isonomia plena entre novos e antigos; e a contrariedade ao acordo de 2 anos.

Na visão da CTB, são as assembléias de base que detém o poder de fato de decidir os rumos da categoria e seus sindicatos. Não devendo, a base, ficar reféns de questionários ou pesquisas contratadas, mas opinando e votando naquilo que realmente é seu desejo.

Mas nem todos pensam dessa maneira. Após a assembléia de 29 de julho, a diretoria executiva do Sindicato dos Bancários de Curitiba, órgão composto exclusivamente por membros da CUT, decidiu romper, unilateralmente, o acordo construído em 2008. Assim, resolveram cassar a liberação do companheiro Jefferson Tramontini (único TB liberado no estado), que também é dirigente da CTB-Paraná. Sem nenhuma cerimônia, rapidamente convocaram uma assembléia para esta quarta-feira, dia 19 de agosto, por exigência estatutária. Obviamente, pelo curto tempo, essa assembléia será muito mal convocada, pois, certamente, a maior parte da base não será comunicada.

Segundo as palavras do presidente do sindicato, a campanha salarial deste ano não será baseada nas questões econômicas. Esse é o conflito. A CTB buscou colocar o salário de cada bancário no centro da campanha. Assim, com o falso argumento de uma suposta “quebra de confiança”, a direção majoritária do sindicato (CUT) quer tentar calar as vozes que discordam, que tentam elevar a luta da categoria a um novo patamar.

Para impedir que o Sindicato dos Bancários de Curitiba tenha essa postura anti-democrática, a CTB chama todos os bancários e bancárias a defender a liberdade de expressão, comparecendo à assembléia dia 19 de agosto, mostrando à diretoria da entidade que o movimento se constrói com pluralidade, respeito às diferentes opiniões e democracia.

CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Ramo Financeiro
Núcleo Sindical de Base - Curitiba e Região

Um comentário:

Professor Marcelo Ribeiro disse...

A postura da artcut não muda e em determinbados momentos se fecharmos os olhos e capaz de parecer que estamos ainda no período da ditadura militar brasileira. Pior com requintes de crueldade extrema, por que boa parte desses opressores sabem da história recente de nosso país, usando e abusando das prerrogativas de ser maioria. No Rio de Janeiro estamos passando por problemas parecidos com um militante da CTB, que optou por sair das garras da artcut e se organizar conosco, no seeb Rio esta prática é preservada como herança e cada presidente que passa por lá, deseja a sua quota de maldade, de opressão aos grupos menores, numa clara demostração de que não entendem o verdadeiro sentido da palavra democracia e sobretudo da palavra "PALAVRA". Somos solidários ao companheiro de Curitiba a esta terra que tantas novidades boas nos trazem, mas que infelizmente não consegue apagar o sentido de tamanha ignorância e desprezo como esses. Grande abraço companheiro, estamos apesar da opressão na luta por dias melhores e mais racionais, para o conjunto da direção dos trabalhadores deste país.

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