terça-feira, 25 de agosto de 2009

BB recua e negociações específicas avançam

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil - (CEBB), reuniu-se nessa segunda-feira, dia 24, com a direção do Banco do Brasil e também com a presença de todos os Gerentes das GEPES do país, para a primeira rodada de negociação das questões específicas da Campanha Nacional 2009. O encontro aconteceu no Rio de Janeiro e retomou pendências das negociações permanentes, além de definir o modelo de negociação dessa campanha salarial.


Gerentes de Módulo - O Banco do Brasil aceitou a reivindicação do movimento sindical bancário e irá rever a situação dos gerentes de módulo que tiveram sua classificação alterada de Avançado para Básico por falta de certificações. Os funcionários voltarão a receber a comissão de gerente de módulo avançado, retroativo, até que haja novo processo de certificação, que está previsto para o mês de novembro, quando então esses gerentes terão que cumprir a exigência. O acerto será feito na folha de pagamento de setembro.


O BB ficou de marcar uma data para aplicar as novas provas de certificação. Ao todo, cerca de dois mil gerentes de módulo tinham sido prejudicados com a decisão do banco de rebaixá-los do nível avançado para o básico. A redução dos vencimentos variava entre 12% a 17%, derrubando os salários em quase R$ 800 na média.


O Banco do Brasil concordou em renovar o Acordo Aditivo das cláusulas sociais, dos funcionários do banco à Convenção Coletiva de Trabalho. O atual acordo vence no dia 31 de agosto.


CCP - Comissão de Conciliação Prévia - O Banco e a Comissão de Empresa concordam com sua realização, mas deverá assinar após a campanha salarial.
O modelo da negociação específica desta campanha salarial será dividida em três temas: Saúde e Condições de trabalho; Cláusulas Sindicais e Cláusulas Sociais. A próxima rodada de negociação será dia 1º de setembro, terça-feira, em Brasília, no encontro será definida as datas das novas rodadas.


Transferências e Comissionamentos - Voltamos a cobrar uma regra de transição e a redução do prazo, mas o Banco do Brasil se manteve irredutível. Os representantes do BB disseram que a empresa vai manter o prazo de dois anos, numa mudança que ainda é reflexos da reestruturação realizada feita em 2007. Continuaremos a cobrar por entendermos que os funcionários não podem pagar pelos erros do banco.


Licença interesse - O banco não concordou com a redução do prazo de cinco anos, alega que o aumento foi em decorrência da alteração do prazo de transferência. Antes era de quatro anos, continuaremos cobrando a redução.


Gripe A (H1N1) - Cobramos da direção o imediato afastamento das bancárias grávidas como forma de prevenção à Gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína. Apesar da orientação da FEBRABAN para que os bancos afastem as gestantes do trabalho, o BB negou o pedido e disse que está seguindo o regulamento da Agência Nacional da Saúde (ANS).


Olivan Faustino – é bancário do BB, Secretário Geral do SBBa e
Membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil

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