terça-feira, 25 de agosto de 2009

Campanha salarial dos bancários denuncia abusos

Em campanha salarial em todo o país, os bancários denunciam o abuso das instituições bancárias na cobrança de tarifas altas, no desrespeito ao público que enfrenta filas por falta de funcionários, às regras de segurança e na cobrança de juros.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) integra o Comando Nacional dos Bancários através da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancário da Bahia e Sergipe.


Negociações agendadas

A primeira reunião de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e Fenabam ocorreu em São Paulo, na terça-feira (18), quando foi aprovado o calendário de três rodadas de negociações da pauta de reivindicações. A primeira negociação, que ocorrerá no dia 27 de agosto, vai debater a garantia de emprego. No dia 2 de setembro a negociação será sobre a remuneração e as clausulas econômicas. As cláusulas, saúde e condições de trabalho serão negociadas no dia 9 setembro.

Na reunião ocorrida no dia 18 também ficou acordado que, devido a propagação da gripe A H1N1, as bancárias grávidas poderão se afastar por serviço quem qualquer prejuízo até o fim de agosto, quando a evolução do contágio da gripe será reavaliada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenabam).

Também já estão agendadas negociações com o Banco do Brasil, na próxima segunda-feira, dia 24, às 14h30, no Rio de Janeiro, e com a Caixa Econômica Federal na quarta-feira que vem, dia 26, em Brasília. Essas reuniões foram marcadas na entrega das pautas específicas na segunda-feira, dia 17, na capital federal.

CTB em ação

Segundo Emanuel Souza de Jesus, presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancário da Bahia e Sergipe, durante a conferência dos bancários a CTB defendeu o reajuste salarial com o índice de 15%, mas a posição majoritária defendida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) limitou o reajuste em 10%.

Emanuel afirmou que os bancários estão lutando por um novo modelo de PLR (três salários mais R$ 3.850), valorização dos pisos, fim das metas abusivas e do assédio moral, elevação da cesta-alimentação para R$ 465 e melhores condições de saúde, segurança e trabalho.
Segundo o sindicalista, os bancários também reivindicam melhorias no atendimento ao público. ”Para isso reivindicamos a contratação de mais bancários e melhorias das condições de trabalho, além de um plano de cargos e salários para a rede privada e isonomia para os novos empregados dos bancos públicos”, afirmou o sindicalista.

Dia de luta

Emanuel Souza também disse que em reunião ocorrida na terça-feira, dia 18, antes do encontro com a FENABAN, o Comando Nacional dos Bancários definiu a realização de um Dia Nacional de Luta no dia 28 de agosto, Dia do Bancário.

“A mobilização que estamos organizando para o dia 28 será importante para os bancários conquistarem o êxito nas negociações. O objetivo é realizar manifestações em todo o país, com paralisações temporárias das agências, passeatas e atos públicos”, concluiu o sindicalista.


Fonte: www.ctb.org.br

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