terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sindicato de Curitiba persegue dirigente

Reproduzimos abaixo a indignação de bancários da base do Sindicato dos Bancários de Curitiba e de outras bases após a cassação da liberação do dirigente sindical Jefferson Tramontini, ocorrida na noite de 19 de agosto, sob o vil argumento da quebra de confiança. A decisão da direção do sindicato é um cerceamento ao direito de livre expressão do trabalhador da Caixa Econômica Federal, único TB liberado do estado do Paraná.


Teatro dos Horrores

Descrevo aqui o inimaginável, a perversão humana, o sadismo, a capacidade de causar danos e ferir indiscriminadamente, a intolerância na sua forma mais corriqueira.


Começou com a intervenção de um sujeito esquisito, mistura de Pancho Villa e Pitt B.... num corpo de lutador de Sumo. Disse coisas desconexas, conceitos vagos de confiança e credibilidade. Terminou solicitando a cabeça de um homem que não acredita em pesquisas.


Após isso, o homem que não acredita em pesquisas pediu a palavra e tentou se defender como pode. Lutou esbravejou, se esquivou, fez o pêndulo, até contragolpeou. Um pugilista a beira do nocaute.


Seguiu-se a tortura aflitiva e angustiante com a participação dos segundos, prós e contras a degola eminente.


Como na Epistola aos Romanos e aos Coríntios, Paulo tentou chamar todos à razão, ao bom senso. “Irmãos! Não é porque alguns pensam diferente que devemos arrancar-lhes a cabeça, tolerância, Irmãos.” Bradou ele, como Jó pregando às pedras no deserto, não empolgou a platéia.


Para contradizê-lo, inscreveu-se uma versão paraguaia do Apostolo: um outro Paulo, um índio de quase dois metros de altura, mas de uma argumentação rastejante. Disse que era primo de um determinado ministro, mas que falava mal dele. Foi aí que eu pensei, se fala mal até do primo o que não dirá do seu desafeto que não acredita em pesquisas? Falou que discordar até ele discordava, mas desacreditar pesquisas era crime indefensável, pecado sem perdão, e que uma cabeça destas não merecia corpo.


DM, o próximo a falar, também tentou demover os decapitadores. “Respeito as opiniões contrarias, democracia nas entidades de classe”. Mas parecia que aquelas pessoas não entendiam a língua falada e como numa superfície opaca, não se via na plenária nenhum reflexão.


A intervenção do “Fininho” não foi moleza, não! Com uma cara de padre, mentiu como um Pinóquio. Citou exemplos autoritários como se fosse democracia. Defendeu as pesquisas, não as de células troncos porque sua religião não permite, mas as pesquisas confusas de opinião pública que qualquer calouro de sociologia sabe que são furadas e não representam senão o momento em que são feitas.


O Gê defendeu o homem que não acredita em pesquisas, falou que ele estava no cadafalso pois não pertencia ao grupo dos que acham que mandam. Denunciou o autoritarismo, a atitude calhorda e a forma covarde como se fazia aquele julgamento político de uma pessoa que pensa diferente.


Mais uma vez retornou ao palco o sujeito esquisito, mistura de Pancho Villa e Pitt B.... num corpo de lutador de Sumo. Disse coisas desconexas, conceitos vagos de confiança e credibilidade. Terminou solicitando a cabeça de um homem que não acredita em pesquisas.


Por fim a votação.


E no inferno Salomé dança feliz, já tem na bandeja a cabeça de seu João...


C.M. - bancário de base de Curitiba.


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"Posso discordar de tudo o que pensas ou do que direis mas defendo até a morte o direito de poder dizer o que pensas" (Voltaire)

É com esta máxima que deveríamos fazer a defesa do colega Jefferson Tramontini. O que vimos foi uma afronta a democracia e verdadeira contradição por parte da direção do Sindicato dos Bancários de Curitiba e seus asseclas, que decidiram a EXPULSÃO ou EXPURGO do companheiro que combativo, além de outros predicados, PECOU por DISCORDAR DEMOCRATICAMENTE, e teve o seu direito cerceado por grupo de dirigentes sindicais que autocraticamente se sentem donos da verdade e não se conformam em terem alguém que divirja das suas deliberações e práticas antisindicais.


O fato é que criticam o tempo todo os gerentes autoritários e que causam dano e assédio moral nos locais de trabalho dos bancos, no entanto agiram contraditoriamente perante o companheiro, fazendo inveja ao TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO ou mesmo SINDICALISMO PELEGO GETULISTA, FASCISTA dos tempos do Ducce ou mesmo AI-5 da DItadura Militar de tempos idos... Merece este sindicato uma oposição ferrenha e inclemente. Vimos a face negra e autoritária de uma CUT que de representação dos trabalhadores não tem nada, Enfim, CAIU A MÁSCARA do Sindicato Pelego dos Bancários de Curitiba -PR.


P. - bancário de base de Curitiba.


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Expurgo Nazista

O EXPURGO do companheiro TRAMONTINI caracteriza um STALINISMO para não falar de um NAZISMO dentro do SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CURITIBA. O que pode dar azo a que algum interesse espúrio, como pretexto na vaga do companheiro para algum AMIGO do SINDICATO!!!!


P.S. - bancário de base de Curitiba.


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Noite histórica

Penso que esta noite, na assembléia de Curitiba, algo de diferente irá acontecer, um novo marco histórico deve surgir. Não sei ainda do resultado, se Tramontini será penalizado por ter se posicionado diferente da corrente majoritário ou será defendido pelos trabalhadores e trabalhadoras da base.

Porém, a noite do dia 19 de agosto deve se transformar em um referencial histórico dos bancários de Curitiba...


Eduardo Navarro - coordenador do Ramo Financeiro da CTB.


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Dias históricos

Há dias que valem por semanas e semanas que valem por anos. Lenin já disse algo assim.
A tentativa de expurgo de Serginho no Rio e agora a truculência contra o camarada Tramontini representam alguns daqueles episódios que nos impõem uma posição ainda mais ousada. Sabemos que teremos de enfrentar mais ataques e devemos nos preparar para tal de forma política e consistente.


Emanoel Souza de Jesus – presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.


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Postura combativa

Tens a solidariedade dos que fazem a luta contra a dominação da classe burguesa e contra as posturas de traição à classe trabalhadora. Com certeza, apesar da postura imbecil de determinados indivíduos, este posicionamento representa política clara, em nível nacional, de conciliação com os interesses da burguesia.


Continua adotando a mesma postura combativa, pois se estás incomodando, é porque estás defendendo muito bem os interesses da classe trabalhadora.


A luta continua, camarada e a hora deles está por chegar. Um abraço,


Jailson Prodes – diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.


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Livre expressão para lutar!

O direito de livre expressão das opiniões é um dos pilares do movimento sindical combativo e de luta. Sofrer represálias por defender determinadas posições não tem nada a ver com a democracia. Manifeste à assembléia nossa posição de respeito a pluralidade e a livre manifestação.


Alzumir Rossari - presidente do SEEB Chapecó e Região, SC.


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Perseguição no Sindicato de Curitiba

Em uma medida intolerante, o sindicato de Curitiba ameaçou cassar a liberação e devolver o sindicalista e dirigente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil do Paraná) Jeferson Tramontini, pelo fato de ele ter defendido, em meio à maioria cutista da diretoria, a proposta de 15% de reajuste salarial durante a construção da pauta de reivindicações. Tramontini foi acusado injustamente de romper a confiança. A postura da entidade foi entendida pelo Sindicato dos Bancários da Bahia como uma afronta ao movimento sindical. O SBBA se solidariza ao bancário e espera que a posição arbitrária seja revista, a fim de manter boa relação entre a CTB e a CUT (Central Única dos Trabalhadores), prevalecendo assim, a democracia.


Adelmo Andrade – diretor de Comunicação do SBBA.


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Atitude desesperada

Lamento a falta de respeito, a quebra de acordo e a atitude desesperada que se apresentou nesse processo de caça às bruxas. Mas, lamento ainda mais a falta de avaliação deles. Pois, se como diretor você conseguiu ameaçar a "supremacia" deles, é despreparo pensar que na sua agência (a maior do Paraná) você fará trabalho inferior.


Hasta la vitoria... siempre!!

Izabel – bancaria de base no Rio de Janeiro.


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Arrogância

Essa situação é de uma arrogância sem tamanho.


Sybelle Chagas – diretora do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.


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Unidade, Democracia e Transparência

Eu confesso que acreditei na possibilidade deles de não prosseguir e retirar a questão, após um "em nome da unidade, da democracia e da transparencia".... Reconheço também minha ingenuidade, pois estas três palavras, tão caras a nós todos, já não fazem parte mais do vocabulário deles...

...Quando as contradições se agudizam, é de dentro do sistema que nascem as forças que destruirão o próprio sistema.

Alex Livramento – diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

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