domingo, 20 de setembro de 2009

BB - A enrolação continua







Olivan Faustino*



Nesta sexta feira, 18/09, em Brasília, na mesa específica do BB, a Comissão de Empresa e os funcionários do banco, foram vítimas de mais uma grande enrolação da diretoria do Banco do Brasil.


O Banco não apresentou proposta para as principais reivindicações dos funcionários, limitou-se a informar que pretende apresentar futuramente uma proposta global para apreciação dos trabalhadores.


Comprometeu-se a implementar o Programa de Gestão da Ética, que tem como objetivo o combate ao assédio moral e outros eventuais desvios comportamentais.

Apresentaram também a proposta de uma cláusula que permita aos funcionários com mais de 50 anos antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.


Considerando o lucro em 2008, de R$8.803 Bilhões, construído com a participação, empenho e a eficácia dos seus funcionários;


Considerando que em 1999 o inicial do BB era R$732,00 e hoje... hum mil e um pouquinho.


Sendo o salário mínimo à época de R$ 136,00, e os valores da cesta básica eram: Carne R$3,99, feijão R$1,60, Arroz R$1,13, Óleo R$1,13, Farinha R$0,74, tomate R$0,72, Leite litro R$0,74, dá para imaginar o estrago nas nossas vidas com o arrocho salarial no BB. Isso sem falar nos reajustes nos últimos 15 anos, de transporte público 497,47%; energia elétrica residencial 390,85%; aluguel e taxas 545,47%, comunicação 679,18%; combustível para veículos 333,48%; cursos 307,09%; combustíveis domésticos 695,95%; pescados 376,76% e serviços pessoais 385,06%.


Considerando que apesar da crise, os funcionários com altivez e eficiência, produziram já no primeiro semestre 2009 um lucro de R$4.000 Bilhões, superando e frustrando as expectativas dos melhores analistas do mercado;


Considerando que o Banco do Brasil coloca-se como 7º no ranking lista dos maiores bancos de capital aberto da América em ativos segundo a Economática;


Considerando as palavras do Presidente Dida, que o “maior ativo do BB são seus funcionários;”


Considerando as palavras do Presidente Lula no encontro com Administradores do BB no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, em 20/07/2009, assim falou...  “Bem, eu penso que é desnecessário eu dizer aqui da minha relação com o Banco do Brasil, não de agora. Como o Banco do Brasil era o único banco que fazia greve, quando decretavam greve dos bancários, por conta disso, eu era muito chamado para fazer assembléia no Banco do Brasil. Às vezes me convidavam para ir a São Paulo, “vai ter passeata dos bancários”. Chegava lá, não tinha ninguém do Bradesco, ninguém do Itaú, ninguém do Unibanco, só tinha… A Caixa não participava porque era de economiários, era só gente do Banco do Brasil. Assim, é fácil.”


“Mas a minha alegria, o meu respeito, a minha admiração, não apenas pelo Banco do Brasil, mas pelo conjunto das pessoas que fazem o Banco do Brasil ser o que é. Na verdade, acho que vocês que já têm mais de 20 anos no Banco do Brasil, mais, alguns com 30 anos, sabem que nem tudo sempre foi cor-de-rosa no Banco do Brasil ou tudo tão amarelinho como é hoje no Banco do Brasil. Nós vivemos um período na década de 80 e também na década de 90 em que um dos prazeres de alguns segmentos da sociedade brasileira era mostrar a inviabilidade do Banco do Brasil e os déficits que o Banco do Brasil apresentava nas suas contas no final do ano”. “Parece que era prazeroso o chamamento que se fazia para que o Banco do Brasil fosse privatizado porque ele não era um banco rentável e, portanto, ele não poderia dar tanto déficit no final do ano.”


“Eu gosto de fazer essa briga porque aquilo que as pessoas acham que é um alto salário em uma empresa pública, como o Banco do Brasil é o piso em muita empresa privada menor que o Banco do Brasil. Muitas vezes qualquer pessoa que sair do Banco do Brasil na condição de superintendente de um estado, na condição de presidente do Banco do Brasil, certamente sairá para ganhar três, quatro, cinco, seis vezes mais, porque aí as pessoas valorizam dizendo que é o preço de mercado. E quando é um banco público que paga um salário, e eu sei que nem sempre é grande como as pessoas falam, as pessoas costumam dizer que o Estado é um mau gerente, que a empresa pública está mal administrada. E aí alguém fala que é porque dá choque de gestão. Choque de gestão no Brasil, normalmente a fotografia é gente mandada embora, ou seja, é diminuir o custo da folha de pagamento”.


Considerando que a FENABAN apresentou-nos um índice de 4,5%, inclusive rebaixando conquistas;


Diante do quadro estabelecido, e da grande frustração dos funcionários do BB na sua mesa específica, quando todos sabem  que os funcionários do Banco do Brasil, nos últimos anos sofreram um dos maiores arrochos salariais, a perseguição no dia dia com o assédio para cumprimento das metas abusivas, a falta de respeito com o não pagamento nas substituições, o nosso PCS que está travado e fica nas promessas, o plano odontológico que não sai do papel, a isonomia, e mesmo com de tantas adversidades, os funcionários conseguem cumprir todas as metas estabelecidas. Portanto colegas, seguiremos a orientação do Comando Nacional, paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 24/09.


Vamos a ASSEMBLÉIA dia 23/09 (quarta feira), e lá decidimos o melhor para todos.




Olivan Faustino é Secretário Geral do Sindicato dos Bancários da Bahia e Membro da Comissão de Empresa do Banco do Brasil.







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