quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mais um capítulo da novela da isonomia

*J. Tramontini

Continua a novela da isonomia entre novos e antigos bancários dos bancos federais.

No último dia 14, o novo relator (o terceiro), Eudes Xavier (PT/CE), do Projeto de Lei 6259/2005, que assegura a isonomia entre novos e antigos bancários dos bancos federais, apresentou seu parecer (também o terceiro) à Comissão do Trabalho (CTASP) da Câmara dos Deputados.

Mais uma vez (a terceira) o PL6259/2005, de autoria dos deputados Daniel Almeida (PCdoB/BA) e Inácio Arruda (PCdoB/CE – hoje senador), tem parecer favorável, no entanto, não se sabe quando ele será votado na comissão.



É sabido por todos que a caneta do ministro do planejamento, o ex-bancário do Banco do Brasil, Paulo Bernardo (PT/PR), poderia revogar as resoluções 10/1995 e 9/1996 do Departamento das Estatais, que criaram as duas classes de trabalhadores, os que tem e os que não tem direitos, ainda no governo tucano. Entretanto, essa não parece ser a vontade do governo eleito pelos trabalhadores.

Da mesma forma, a base governista possui ampla maioria na CTASP e, até agora, o PL da isonomia não foi apreciado. Há até um voto em separado, frontalmente contrário à isonomia, do deputado Pedro Henry (PP/MT), que também é da base do governo.

O argumento do ilustre congressista é que o fim da discriminação teria impacto ruim nas finanças das empresas, portanto, deve-se manter a injustiça. Vejamos, a Caixa Econômica Federal lucrou R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre, enquanto o Banco do Brasil bateu o recorde histórico. Será mesmo que um acréscimo de menos de 2% (dois por cento) na folha de pagamento dessas instituições seria um grande problema?

Os novos bancários (pós-1998) já representam cerca de 60% dos empregados dos bancos federais e sofrem com salários rebaixados e direitos negados, além da falta gritante de funcionários nas unidades bancárias.

Mesmo nas campanhas salariais não se tem dado a devida importância a esse imenso contingente de bancários, que já são mais de 100mil trabalhadores.

A isonomia, mais do que a melhoria das condições de trabalho, representa justiça e dignidade para milhares de trabalhadores que, diariamente, se esforçam para implantar as políticas públicas que, inclusive, têm sido fundamentais para o Brasil conseguir superar a crise econômica.

Jefferson Tramontini é dirigente da CTB/PR e bancário pós-98 da Caixa

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