terça-feira, 6 de outubro de 2009

BB faz chantagem com funcionários em mensagem por correio interno

Será que é coisa de Dida? 

Até onde vai a pressão dentro das instituições bancárias brasileiras. O Banco do Brasil enviou no início da semana uma mensagem aos seus funcionários, apresentando uma série de razões pelas quais os trabalhadores deveriam deixar de lado todas as suas lutas, os seus anseios, baixassem a cabeça e voltassem com o “rabo entre as pernas” ao trabalho, sem garantir absolutamente nada na Campanha.

Num texto, que parece um conto de fadas, explica aos seus ‘insensíveis’ trabalhadores que o BB vive uma grande fase de crescimento e expansão, que reconquistou a liderança do mercado e foi fundamental ao nosso País, contribuindo para enfrentar a crise internacional, garantindo a expansão do crédito e a manutenção da atividade produtiva. “Que o Banco do Brasil é de fundamental importância para o país, nós sabemos disso; sabemos também da importância que teve o BB para redução das taxas de juros, porém acreditamos que muito há por se fazer para que seja realmente o banco que o Brasil precisa”, afirma Delson Coêlho, presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região.

Além disso informa aos seus empregados que a maioria do funcionalismo do banco está trabalhando e acreditando no diálogo. Só não explica como se chegou a essas informações, já que mais de uma centena de sindicatos de bancários em todo o Brasil, registram uma adesão quase que total no Banco do Brasil. Que existem alguns fura-greves, isso todos sabem e acontece em todas as paralisações, mas daí a tratar seus funcionários como pessoas insanas e desinformadas com uma mentira deslavada desta é o cúmulo. Delson Coêlho questiona: “os que estão trabalhando, ou os que estão dando ‘entrada no ponto’, são maioria? Se a maioria das agências não estão atendendo aos clientes por estarem com suas portas fechadas. Nós acreditamos tanto no dialogo que estamos esperando no nosso monologo já faz tempo, sem resposta propositiva. Os Bancos estatais são muito fortes na FENABAN, por que não usam essa força?” 

O banco alega na mensagem que desde o início da campanha salarial realizou uma série de negociações e, em todas elas, apresentou avanços, como a garantia de contratação de funcionários, parcelamento de férias aos funcionários com 50 anos de idade, ou mais, e abordou uma importante reivindicação dos sindicatos, que é o combate ao assédio moral. O Banco concordou com a implementação de Comitês de Ética em todos os Estados do País, com participação de funcionários escolhidos por eleição direta acompanhada pelo sindicato da categoria e com estabilidade no emprego. Itens relevantes como valorização do PCS, lateralidade/representatividade, venda/acumulação de abonos, entre outros estão em fase final de análise para serem apresentados ao funcionalismo.

Para o presidente do Sindicato, “os avanços nas negociações estão longe daquilo que queremos,  e daquilo que o Banco pode nos oferecer e negociações do tipo que somente um ganha, não são negociações. Embora pareçam ampla, aos olhos dos banqueiros, as negociações somente dão o indicativo da negação”. E mais: “conclamamos a direção do BB a atender as reivindicações do funcionalismo que amargou perdas salariais na época do reajuste ZERO de FHC, e no governo LULA não tivemos sequer a perspectiva de reposição destas perdas a exemplo de outros seguimentos de trabalhadores da esfera federal. Temos a convicção que nos encontraremos todos na GREVE, até a vitória que será de todos e todas”. 

“Não são mensagens como estas que irão desmobilizar e fazer com que os trabalhadores abandonem os seus anseios. Vamos fortalecer a luta e dar a resposta fechando ainda os poucos postos onde os bancários ainda não se conscientizaram da importância da unidade nesta luta. Até à Vitória!” finaliza Delson.

Fonte: SEEB Vitória da Conquista e Região



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