domingo, 7 de fevereiro de 2010

Seeb/SE busca o MPT para ver cumprido o Acordo Coletivo dos Baneseanos

Atento ao que vem ocorrendo no Banco do Estado de Sergipe – Banese -, representantes do Sindicato dos Bancários de Sergipe participaram nesta quarta-feira, dia 3, às 10h, de audiência com o procurador do Ministério Público do Trabalho Ricardo Carneiro, para tratar de denúncias de retaliações sofridas pelos baneseanos após a greve que terminou no final do mês de novembro de 2009.

No mês passado, o Sindicato dos Bancários já havia realizado manifestação, em frente ao Centro Administrativo do Banese, denunciando a enxurrada de transferências de gerentes e coordenadores de agências que vem ocorrendo desde o inicio do mês de janeiro. Até um dos diretores do Sindicato foi transferido para o interior.

Visando, ainda, o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho Complementar do Banese, assinado no final do ano passado, o Sindicato denunciou que o Banese continua descumprindo o item que obriga o pagamento da ajuda de transporte.

Foi denunciado também que o Banco cancelou o pagamento de horas extras aos funcionários e implantou o banco de horas, mesmo sem anuência do Sindicato. "Nós somos contra o 'banco de horas'. O banco está ignorando a organização sindical", afirma a diretora Ivânia Pereira.

Conforme decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o acordo individual para instituição do 'banco de horas' deverá ter obrigatoriamente a participação do sindicato da categoria. Mesmo sendo acordado com os funcionários, se não for objeto de acordo coletivo, o banco de horas não terá validade, e a empresa será obrigada a pagar horas extras.

Participaram da audiência os diretores Edson Moreira, Ivânia Pereira e Augusto Cézar. O Seeb/SE recebeu um prazo de 10 dias para apresentar testemunhas das pressões sofridas pelos baneseanos durante a greve. Isso quer dizer que as vítimas deverão testemunhar no MPT.


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