sexta-feira, 14 de maio de 2010

Encontro internacional debate novos rumos para os bancários

Os impactos da crise financeira mundial e os reflexos na categoria bancária estão em debate, até esta sexta-feira (14/05), no hotel Portobello, Ondina. O encontro reúne bancários classistas da América Latina e Europa.

As conseqüências da crise no sistema financeiro europeu foi apresentado pelo vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos. Alexandre Espadinha lembrou ainda que mesmo com a crise, o setor continua muito lucrativo e os bancos repassam as perdas para os clientes e trabalhadores.


“As instituições cortam os salários, os benefícios e demitem. Em Portugal, que 3 milhões da população é economicamente ativa, cerca de 600 pessoas são demitidas por dia”. O país tem, hoje, entre 35 e 40 mil bancários. No setor financeiro são mais de 60 mil.

O responsável pela área financeira da LAB (Central Sindical), Josean Urkiala Cuni, chamou a atenção para a mudança do sistema, o processo de precarização do trabalho e a terceirização nos Países Bascos. “Atualmente, boa parte dos trabalhadores não é bancário e ainda tem os problemas com a hora extra. A Legislação prevê o pagamento, mas os bancos burlam e o governo finge que não ver”.

Com o debate, os trabalhadores vão construir uma proposta de regulação para o sistema financeiro e um plano de organização internacional para a categoria. Participam do encontro, representantes do Paraguai, Uruguai, Peru, Colômbia, Espanha e Países Bascos. Do Brasil, marcaram presença trabalhadores da Bahia, Ceará, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. O evento é promovido pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

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