terça-feira, 21 de setembro de 2010

Encontro defende isonomia como prioridade na campanha salarial

O 3º Encontro Bahia e Sergipe pela Isonomia nos Bancos Públicos, realizado no último sábado, dia 11, no Hotel Portobello, em Salvador, aprovou a Carta de Florianópolis, Salvador e São Paulo  e a Moção de Repúdio às Discriminações aos Colegas do BESC, Nossa Caixa e REG/Replan. Além disso, diante da recusa da Caixa em negociar e da postura no BB e BNB de adiar o debate sobre o tema, foi aprovado um indicativo aos sindicatos para que comecem desde já a preparar a greve, propondo a realização de assembleias no dia 22/09 para avaliar as negociações e se for o caso definir pela greve.

No Encontro, promovido pela Federação e os sindicatos filiados, participaram funcionários do Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste que lutam para garantir que os trabalhadores que ingressaram nas instituições após 1998 os mesmos direitos dos outros funcionários. Este evento aconteceu ao mesmo tempo a outros encontros realizados em São Paulo e Florianópolis, nos quais foi aprovada uma carta conjunta denunciando a não-realização do Encontro Nacional pela Isonomia, definido pelo Congresso Nacional dos Empregados da Caixa, e pedindo que os trabalhadores coloquem na prática a questão da isonomia como ponto central desta campanha nos bancos públicos.

Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, a participação expressiva de trabalhadores da base, inclusive do interior da Bahia, mostra a importância do assunto para a categoria. "Outro ponto importante a ressaltar é a unidade dos sindicatos da base da Feebbase em torno do tema. Todos participaram da mobilização e se fizeram representar na atividade", avaliou.

Leia abaixo a Moção de Repúdio às Discriminações aos Colegas do BESC, Nossa Caixa e REG/Replan e a Carta de Florianópolis, Salvador e São Paulo, que deve ser impressa pelos sindicatos e divulgada em todo o país:

Moção de Repúdio às discriminações aos colegas do BESC, Nossa Caixa e REG/Replan
É inaceitável o tratamento discriminatório que hoje persiste dentro dos bancos públicos federais.

Além da discriminação imposta aos empregados admitidos após 1998, há diferenças nos direitos dos trabalhadores do BESC e da Nossa Caixa incorporados pelo BB, e também aos colegas participantes do REG/Replan não saldado, que estão colocados à margem de qualquer crescimento na carreira dentro da Caixa Federal.

Os trabalhadores presentes no Encontro pela Isonomia nos Bancos Públicos se mostram solidários aos colegas. Exigimos o fim das discriminações e um tratamento igualitário e respeitoso por parte do governo federal e dos bancos públicos a todos os seus trabalhadores e trabalhadoras.

Carta de Florianópolis, Salvador e São Paulo

A luta pela isonomia nos bancos públicos federais surgiu após a publicação das resoluções nº 10, de 1995, e nº 09, de 1996, publicadas pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - DEST. Com isso, os trabalhadores que ingressaram após esta data no Banco do Brasil, Caixa, BNB, BASA e Casa da Moeda perderam uma série de direitos.

A retirada de direitos faz parte da lógica de mercado neoliberal e as resoluções do DEST, feitas em um contexto de grande ataque aos trabalhadores em nosso país, afrontam o princípio da igualdade, essencial para o respeito ao (a) trabalhador (a).

É preciso sair da defensiva e reaver o que foi conquistado com muita luta, exigindo que o governo federal se posicione e faça com que os bancos públicos sirvam de exemplo no que diz respeito ao tratamento aos trabalhadores. Está na hora de construirmos um grande movimento nacional pela Isonomia, bandeira fundamental de todos os bancários do BB, Caixa, BNB e BASA, para fortalecer os bancos públicos, instrumentos essenciais para o desenvolvimento do país.

Por isso, no dia de hoje, 11/09/2010, estamos realizando encontros interestaduais pela Isonomia: em Florianópolis, organizado conjuntamente pela APCEF/SC, APCEF/RS, FETRAFI/RS e SindBancários (Sindicato de POA e Região); em Salvador, organizado pela Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e sindicatos filiados; e em São Paulo, organizado pela Oposição Bancária/MNOB e pela Intersindical, com apoio da CSD e da CTB e com a participação de colegas do DF, ES, RJ e RS.

Esses encontros foram chamados por pessoas e entidades que não aceitaram ficar de braços cruzados frente à recusa da maioria da CONTRAF em realizar o Encontro Nacional pela Isonomia nos Bancos Federais, conforme deliberado no 26º Conecef, realizado em maio desse ano.

E o mais importante: nosso movimento está acima de disputas e rivalidades políticas. Somos Cutistas, CSP-Conlutas, CTB, Intersindical e independentes! Colocamos de lado nossas diferenças para fortalecer a luta pela Isonomia! Por isso chamamos a todos os (as) colegas a se unirem a nós e defenderem que a Isonomia seja a principal bandeira da Campanha Salarial deste ano.

O PL da Isonomia (PL 6259), de autoria dos deputados federais Daniel Almeida (PCdoB/BA) e Inácio Arruda (hoje senador pelo PCdoB/CE), já foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara Federal e está na Comissão de Finanças e Tributação, cujo presidente, deputado Pepe Vargas (PT/RS), já se comprometeu a apoiar o projeto.

Fale com seu sindicato! Dialogue e solicite a realização de encontros e atividades de mobilização! Precisamos que no Brasil inteiro tenhamos na ponta da língua o grito: Isonomia Já!

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