sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Por que tanto assédio nas eleições da Apcef/BA?

Emanoel Souza*

Colegas, tenho participado do movimento associativo dos empregados da Caixa desde que entrei na empresa, em 1982, e participei como candidato ou em apoio a uma das chapa de todas as eleições da Apcef desde 1984 e devo dizer que "Nunca antes na história da Apcef" presenciei tanto assédio como neste processo eleitoral. 

Já tivemos disputas bastante acirradas, sendo decidida apenas por 11 votos, mas nunca, nem nos tempos da ditadura ou na era FHC, de triste lembrança, as coisas chegaram a tal ponto com pessoas sendo pressionadas a sair de chapas ou "aconselhadas" a não participar do processo eleitoral.  

Para completar, na última sexta feira, sem qualquer justificativa plausível, foi promovido um "rodízio" de gerentes onde pessoas que se posicionaram no processo eleitoral em favor da chapa 1, de oposição à atual direção da entidade, "coincidentemente" foram prejudicadas. 


Todo e qualquer associado da Apcef tem o legítimo direito de se posicionar e participar do pleito apoiando a chapa que quiser. No entanto, não é admissível que, quem quer que seja, utilize-se de sua posição funcional para induzir o voto ou perseguir colegas que tenham posição distinta da sua. 

Diante de tal situação é preciso que a administração da Caixa instale imediato processo de apuração e que as entidades representativas dos empregados, Sindicatos, Agcef,,Apcef e Fenae se pronunciem em defesa de um processo eleitoral limpo, sem influências indevidas e contra qualquer tipo de assédio ou perseguição dentro da empresa. 

Cabe também ao conjunto dos associados participar de uma forma mais atenta do processo eleitoral. Como podemos observar, na eleição da Apcef não está em jogo apenas a administração de clubes sociais, mas que direção deve tomar uma entidade que sempre teve papel destacado na defesa dos interesses dos empregados da Caixa e da própria empresa enquanto um banco público, onde o critério da impessoalidade é o pré-requisito ético para que a empresa cumpra verdadeiramente seus objetivos sociais. 

*Emanoel Souza é funcionário da Caixa, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e membro da Coordenação Nacional dos Bancários Classistas

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