quarta-feira, 24 de julho de 2013

Melhor condição de trabalho é prioridade


A realidade do bancário está cercada basicamente por dois grandes males: assédio moral e insegurança. Ambos têm reflexo negativo na saúde do trabalhador. A pressão por metas e as condições de trabalho inadequadas só fazem aumentar o índice de adoecimento da categoria.  

Foto: Jailton Garcia
Uma das queixas é a questão da reabilitação profissional. Os empregados querem que a cláusula 43, da Convenção Coletiva de Trabalho, ganhe nova redação. Pela proposta, os sindicatos devem acompanhar todo o processo de retorno do bancário, inclusive, participar da avaliação da equipe multiprofissional responsável pela reinserção do trabalhador. 

Atualmente, quando uma agência entra em obra, o bancário é obrigado a trabalhar em meio aos entulhos. Por isso, a organização financeira tem de informar com 30 dias de antecedência a realização da reforma e, no período, os trabalhadores devem ser remanejados para outras unidades. 

A segurança bancária é outro problema. Os ataques a bancos atingiram proporções assustadoras. As mudanças no sistema de vigilância são emergenciais. Além de maior investimento na área, os funcionários querem assistência às vítimas e adicional de 30% de risco de morte.

Outra demanda refere-se à igualdade de oportunidades. A categoria quer a garantia de vagas de estacionamento para funcionários com deficiência. Se não houver espaço disponível, cabe ao banco arcar com a despesa de estacionamento em outro local. 

A prorrogação da licença-maternidade para bancárias gestantes e adotantes deve ser automática, depois de cumpridos os 120 dias obrigatórios previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). As propostas foram debatidas durante a 15ª Conferência Nacional dos Bancários, em São Paulo, no último fim de semana. 

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