segunda-feira, 22 de julho de 2013

Reivindicação fica em apenas 5% de aumento real

Foto: Jailton Garcia

Os Bancários Classistas, organizados na CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) foram à 15ª Conferẽncia Nacional dos Bancários, realizada de 19 a 21 de julho, em São Paulo, propondo que a reivindicação de reajuste salarial em 2013 fosse de 10% de ganho real (acima da inflação). Esta proposta já havia sido aprovada pelas Conferências da Bahia e Sergipe e do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O lucro líquido dos bancos bate recorde a cada ano e em 2012 ultrapassou os R$ 50 bilhões. No entanto, como sempre, o índice aprovado na Conferência Nacional dos Bancários, realizada no fim de semana, em São Paulo, foi rebaixado para 5% de aumento real mais a reposição da inflação, projetada em 6,6%.


O percentual de 11,93%, defendido pela corrente ligada a CUT, está longe do que reivindicavam os delegados classistas, 10% de aumento real mais a inflação do período, ou seja, reajuste em torno dos 17%. Buscando construir a unidade de todos os segmentos de bancários, os classistas se unificaram com todas as demais correntes em torno da reivindicação de 18% de reajuste. Infelizmente, prevaleceu o índice de 11,93%.

“O evento teve debates importantes, mas no quesito remuneração deixou a desejar. Os bancos formam o setor mais lucrativo da economia nacional, no entanto, o funcionário não é valorizado. Pelo contrário. Sofre com a cobrança de metas, o assédio moral e o desemprego. A categoria merece mais do que 5% de aumento real”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes.

A pauta de reivindicações inclui ainda piso de R$ 2.860,21 (Dieese), PLR de três salários mais parcela adicional fixa de 5.553,15, vales de um salário mínino, ou seja, R$ 678,00 garantia de emprego, mais contratações, investimento em segurança e o combate ao projeto de lei 4330, que regulamenta a terceirização e precariza as condições de trabalho.

A Conferência Nacional dos Bancários reuniu, em três dias, 629 delegados de todo o país, eleitos nas etapas regionais. Agora, a mobilização entra em nova etapa, com a entrega da minuta no dia 30 de julho, o lançamento oficial da campanha salarial e as tradicionais manifestações nas agências.

Principais pontos aprovados

• Reajuste salarial de 11,93% – 5% de aumento real, mais inflação (projetada em 6,6%)
• PLR – três salários mais R$ 5.553,15
• Piso – R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese)
• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá – R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional)
• Melhores condições de trabalho com o fim das metas e do assédio moral 
• Emprego – fim das demissões em massa, ampliação das contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações e contra o PL 4330 que libera e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe dispensa imotivada)
• PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) – para todos os bancários
• Auxílio-educação – pagamento para graduação e pós
• Segurança nas agências e proibição do porte das chaves de cofres e unidades por bancários
• Igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de afro-descendentes

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