quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Balanço inicial da greve mostra organização dos bancários

A greve nacional dos bancários começou nesta quinta-feira (19) com muito mais força do que as últimas paralisações da categoria. Um breve balanço inicial do movimento dá a clara noção da disposição dos trabalhadores em cruzar os braços para conquistar melhores condições de trabalho e salários. Os bancários continuam rejeitando a proposta pífia de aumento de 6,1%, que não corrige nem a inflação do período.

Os bancários classistas da Bahia e Sergipe paralisaram até o momento 640 agências nos dois estados. Em Salvador e região metropolitana, 240 agências estão fechadas. No interior da Bahia, a categoria cruzou os braços nas unidades bancárias na base de Feira de Santana (31), Vitória da Conquista (53), Itabuna (31), Ilhéus (26), Jequié (15), Irecê (37), Barreiras (43), Jacobina (28), Camaçari (16) e Juazeiro (23). Já em Sergipe, deixaram de funcionar 97 agências.



“A adesão neste ano começou maior do que a de 2012, o que mostra que os trabalhadores estão unidos para conquistar aumento real, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), piso e vales maiores, além de contratações para melhorar as condições de trabalho”, destaca o presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes.

Em São Paulo, quase 600 locais de trabalho foeram fechados, sendo nove centros administrativos onde atuam cerca de 140 mil trabalhadores. “Todo início de greve é tímido e com o decorrer as adesões vão crescendo. Mas como primeiro dia, já se pode visualizar uma greve de proporções abrangentes. A Tática é fortalecer a paralisação nos centros administrativos e partir com amis firmeza para as agências bancárias ", revela Alex Livramento, da CTB. 

Em Campo Grande (MS), 30 agências bancárias paralisaram totalmente suas atividades neste primeiro dia de greve. A previsão dos sindicalistas é que em breve 100% das agências da capital sulmatogrossense não abram para atendimento ao público. Em Cuiabá, capital do Mato grosso, os bancários se postaram nas portas das agências para explicar os motivos da greve aos clientes. Somente na região metropolitana da capital houve 99% de adesão à paralisação.

Os bancários reivindicam:

Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação).

PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

Fonte: CTB

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