quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Bancos mentem. Dados mostram verdade

Os bancos divulgam notícias mentirosas para tentar colocar a sociedade contra a greve legítima dos trabalhadores, mas ninguém cai na conversa mole das empresas. Os números falam por si só. Enquanto o salário do bancário subiu 58% nos últimos sete anos, o lucro líquido das organizações financeiras cresceu 120%, passando de R$ 23,7 bilhões em 2005 para R$ 52,1 bilhões em 2012.

Com o dado, o argumento da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) sobre o baixo índice de reajuste oferecido cai por terra. Tem mais, o aumento real obtido pelos bancários nos últimos anos é retrato do crescimento do país. Quase que 100% das categorias têm garantido na mesa de negociação reajuste salarial melhor, graças às políticas desenvolvidas no Brasil desde 2003.


Estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) comprova. No primeiro semestre, 85% das 328 negociações conquistaram aumento real dos salários. Portanto, o setor mais lucrativo da economia nacional, que entre janeiro e junho lucrou quase R$ 30 bilhões, pode oferecer uma proposta justa.

Saúde

A nota da Fenaban, divulgada amplamente pela grande imprensa ligada ao capital, importante lembrar que o Itaú e o Bradesco são grandes anunciadores, informa ainda sobre a redução do prazo para análise dos casos de assédio moral, que passaria dos atuais 60 dias para 45 dias. No entanto, não é isso que vai acabar com o adoecimento da categoria. 

Os bancos devem investir em um ambiente de trabalho saudável e com segurança. É preciso acabar com as metas e pressão, responsáveis pelo aumento das doenças psicológicas. Para se ter ideia, do total de afastamentos no ano passado, 25,7% foi por transtornos mentais. 

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