sábado, 21 de setembro de 2013

Classistas avaliam forte crescimento da greve em SP

O balanço divulgado nesta sexta (20), pelo Comando Nacional dos Bancários, mostra que 7.282 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados paralisaram as atividades neste segundo dia da greve nacional dos bancários. Segundo os sindicalistas esse número é 20% superior à adesão do primeiro dia da greve de 2012.


Bancários Classistas, do núcleo de base de São Paulo, firmes na greve

Alex Livramento, da CTB e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região conta que os 10 mil trabalhadores da concentração do Bradesco na Cidade de Deus, em Osasco, pararam totalmente. “Se considerarmos que a adesão do primeiro dia foi de 18 mil bancários em nossa base, a paralisação na Cidade de Deus, a maior concentração do setor financeiro da região, mostra que a categoria está mais disposta a exigir seus direitos neste ano’, assegura o militante da CTB.

Sem nenhum confronto até o momento, as reivindicações dos bancários vão além do reajuste salarial e exige respeito dos patrões para uma categoria que sofre forte pressão por produtividade e a falta de segurança nas agências bancárias. “Somente com participação ativa na greve é que conseguiremos arrancar alguma proposta aceitável dos patrões por melhores condições de trabalho e salários compatíveis com os altos lucros dos banqueiros”, assinala Alex.

Segundo os sindicalistas, enquanto o piso salarial do Santander é de R$ 1.519, a remuneração anual média de um diretor executivo do Santander , por exemplo, em 2013 será de R$ 7,9 milhões, um aumento de 39% em relação ao ano anterior.

“Os bancários não se curvaram à pífia proposta patronal de 6,1% que não cobre nem a inflação do período”, acentua Alex Livramento. Os bancários paralisaram por um reajuste de 11,93%, mais participação nos lucros, maior respeito aos trabalhadores, pondo fim às cotas exigidas dos bancários, e ao assédio moral pra os que não atingem essas cotas.

“Não aceitamos a atitude dos banqueiros de negar aumento real para reduzir custos. Nada seria mais justo que distribuir parte desse lucro para os trabalhadores, os maiores responsáveis pelos resultados, garantindo também aumento real de salários e valorização dos pisos, bem como melhores condições de trabalho, com o fim do assédio moral e das metas abusivas, que tem adoecido milhares de bancários em todo país”, diz nota CTB em apoio à greve dos bancários.

Veja abaixo os lucros dos seis maiores bancos do Brasil no primeiro semestre 2013:

BB – 10,03 bilhões
Itaú – 7,055 bilhões
Bradesco – 5,868 bilhões
Caixa – 3,1 bilhões
Santander – 2,929 bilhões
HSBC – 454,6 milhões

Os bancários da capital paulista e região têm assembleia marcada para a segunda-feira (23), às 17h, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé, centro) e passeata na terça-feira (24), a partir das 16h, com concentração no vão do MASP, na Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo.


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