quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sindicato da Bahia completa 81 anos de lutas


Nesta terça-feira, 4 de fevereiro, é um dia especial para os bancários da Bahia. Na data, o Sindicato completa 81 anos. O compromisso com os direitos dos trabalhadores e a luta por mudanças sociais e econômicas no Brasil fazem da entidade referência em todo o país. Uma série de matérias e imagens contam um pouco essa rica trajetória.

Lei de 6 horas e direito de greve 

O Sindicato da Bahia nasceu em 1933 já com importantes conquistas. A atuação da entidade garantiu a criação da Lei de Seis Horas e ainda a estabilidade para quem tem mais de dois anos de serviço. Na década de 40, outra importante vitória: a garantia do direito de greve. Nos anos de 1950, o movimento sindical tomou fôlego e cresceu por todo o país. A categoria se destacava nas campanhas salariais e se tornava referência.


Luta contra a ditadura militar 

No inicio da década de 60 os bancários conquistaram o direito da folga aos sábados. Apesar do avanço, o período foi um dos mais duros para todo o movimento sindical, com o início da ditadura militar em 1964. O Sindicato foi fechado e o presidente, Raimundo Reis, cassado e preso. Centenas de militantes, inclusive bancários, foram perseguidos pelo regime e muitos torturados, presos e mortos. Apesar da forte repressão, nos anos 1970, os trabalhadores ampliaram a luta pela garantia dos direitos e em 1979 garantiram a unificação da data-base que voltou a ser em setembro.

Efervescência pela democracia 

Nos anos 1980, os bancários voltaram com tudo à cena, rompendo com a mordaça da ditadura militar. Em 1985, depois de anos sem greve, a categoria participou em massa da paralisação nacional. A Bahia foi destaque, garantindo a assinatura de acordo salarial com os banqueiros. Mas, outras batalhas também estavam na agenda, com a redemocratização do país, a anistia aos exilados e por eleições diretas. A vitória veio e os bancários, comandados pelo Sindicato, tiveram participação fundamental.

Anos de arrocho e perdas 

Quem pensava que o Brasil melhoraria com o fim da ditadura militar se enganou. Os anos 90 foram, sem dúvida alguma, os mais difíceis para os bancários. Depois de protagonizar a luta pelo impeachment de Fernando Collor de Melo, a categoria sofreu com a política neoliberal dos governos de FHC. Milhares de trabalhadores foram demitidos, bancos foram entregues ao capital estrangeiro e direitos foram perdidos. Apesar do arrocho, o Sindicato não entregou o jogo e protagonizou lutas importantes em defesa do trabalhador e do país. 

Econômico: um capítulo à parte 

Um caso ocorrido na década 90 merece atenção especial: a quebra do Econômico, em 1995. O Sindicato travou uma batalha incessante contra o fechamento do banco, sediado na Bahia. A intenção era evitar o desemprego em massa, característica do governo de Fernando Henrique Cardoso. O SBBA realizou uma série de manifestações históricas em defesa dos bancários e denunciando as armações do banqueiro Ângelo Calmon de Sá com o governo federal.

Começa uma nova história 

Nos anos 2000, os bancários garantiram importantes avanços. A eleição de Lula, em 2002, mudou o cenário para os trabalhadores e as transformações são sentidas não só no bolso. Além dos reajustes reais, a categoria, sob o comando do Sindicato, garantiu avanços sociais, como a ampliação da licença maternidade, para seis meses, a criação de um canal de combate ao assédio moral e o acesso ao vale-cultura.

Desafios não param

Apesar dos avanços, os desafios não param e o Sindicato protagoniza importantes lutas contra a ganância dos bancos. As manifestações pela garantia do emprego, por igualdade de oportunidade, pela recuperação das perdas salariais e por responsabilidade social do sistema financeiro nacional seguem. Outras reivindicações também estão na pauta, como a redução dos juros e das tarifas bancárias e segurança efetiva nas agências.

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