terça-feira, 9 de setembro de 2014

Na Caixa, é só conversa e mais nada


Mais uma vez, a Caixa demonstra pouca preocupação com os temas abordados durante as negociações. Nesta segunda-feira (08/09), os debates não evoluíram e não houve proposta. A instituição financeira deixou claro que a condição de trabalho dos bancários não é prioridade. 

Um empregado da Caixa tem de conviver, muitas vezes, em agências insalubres, superlotadas, metas inalcançáveis e assédio moral constante. Mas, nada sensibiliza o banco. Hoje, a sobrecarga de trabalho e o acúmulo de tarefas fazem parte da rotina. 

A CEE (Comissão Executiva dos Empregados) alegou que a Caixa tem inaugurado novas agências com poucos funcionários, muitas vezes, em locais onde não há outras unidades. A expectativa da empresa é abrir cerca de 200 neste ano. 


Apenas 1/4 das novas agências passam por reavaliação de quantidade de pessoal antes do previsto e continuam com número muito inferior ao necessário. Ainda assim, a Caixa insiste no modelo de cálculo, que tem aberto unidades com uma média entre 6,89 e 9,52 empregados por agência. 

Outra reivindicação é por mais tesoureiros, já que o profissional acumula as atividades de retaguarda e, em geral, fica na abertura e no fechamento da unidade. A direção da instituição financeira alega que isso depende das demandas por local de trabalho.

Sobre segurança, a diretora da Federação da Bahia e Sergipe, Luciana Pacheco, presente na reunião, afirmou que não há motivos que impeçam a colocação de portas giratórias antes do autoatendimento. Muito menos, justificativa para encaminhar os clientes para os correspondentes bancários, locais inseguros e que o atendimento é prestado de forma precarizada. 

A nova rodada de negociação acontece nesta sexta-feira (12/09), às 10h, em Brasília. Os debates são sobre carreira e jornada.

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