sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma aponta na frente, na reta final

Duelo entre futuro e passado

Na reta final do segundo turno da eleição presidencial, que acontece domingo (26/10), a presidenta Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, dispara na frente e coloca oito pontos de vantagem sobre o tucano Aécio Neves.

Dois institutos divulgaram pesquisas no final da tarde de quinta-feira (23/10). Segundo o Datafolha, Dilma tem 53% e Aécio 47%, enquanto no Ibope Dilma aparece com 54% e Aécio 46%. 

Cientistas sociais acreditam que a diferença passe dos 10 pontos percentuais. O crescimento de Dilma na reta final estimulou a militância que ganhou ânimo, enquanto a queda de Aécio tem desmobilizado toda a oposição.

Conforme dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mais de 140 milhões de brasileiros devem ir às urnas no domingo. O momento é de reflexão, de colocar o preconceito de lado, esquecer as notícias fabricadas pela grande mídia e pensar quem pode fazer mais para que o Brasil continue crescendo, com distribuição de renda e redução das desigualdades sociais.

Dois projetos estão em disputa. Um, expressado na candidatura de Aécio Neves, traz de volta o medo da concentração da riqueza, da recessão, das falências, do desemprego em massa, do arrocho salarial e da redução drástica dos investimentos sociais. O outro, encarnado por Dilma Rousseff, aponta a prioridade de governar para quem mais precisa. É a reafirmação do compromisso com a ampliação de programas voltados para a redução da pobreza, recuperação do salário mínimo, geração de emprego, fortalecimento do mercado interno e das empresas públicas. 

Os números oficiais mostram o abismo entre os governos antes e pós 2003. Em 2002, a inflação batia na casa dos 12,5%. O Brasil devia US$ 30 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional). A taxa de desemprego estava em 13% e o salário dos trabalhadores não aumentava. Também quase não se realizava concurso público. Em oito anos foram 55 mil concursados.

A partir de 2003 muita coisa mudou. O país gerou quase 20 milhões de empregos com carteira assinada, quase 200 mil concursados. O salário mínimo saiu de R$ 200,00 para R$ 724,00 este ano. Os trabalhadores garantem aumento real. A taxa de desemprego caiu para 4,9% e a classe média cresceu e hoje é 56% da população. 

Isso tudo sem falar no sucesso dos programas de transferência de renda que permitem que milhares de famílias façam três refeições por dia, do incentivo a educação com o ProUni e o Ciência Sem Fronteiras, que beneficia atualmente 60 mil estudantes. Sem dúvidas, uma nova realidade. Agora, quem decide o que quer para o futuro do Brasil é o eleitor. As cartas estão na mesa.    

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