segunda-feira, 27 de julho de 2015

Bancos fecharam 2795 vagas em 2015

Mais um motivo para os bancários se engajarem na campanha salarial. Os bancos que atuam no Brasil fecharam 2795 postos de trabalho no primeiro semestre de 2015, segundo dados da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) feita em parceria com o Dieese, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A Caixa, que vinha sustentando a geração de empregos no setor, apresentou a maior redução, com o corte de 2058 postos de trabalho. Os bancos múltiplos, com carteira comercial, categoria que engloba grandes instituições, como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, eliminaram 729 empregos no período.


A PEB também revela que o saldo do mês de junho ficou positivo, com a criação de 130 postos de trabalho, mas não foi suficiente para reverter o resultado negativo do semestre.

O número de demissões contrasta com os altos ganhos dos bancos. Só no primeiro trimestre, o lucro dos cinco maiores bancos foi de 19 bilhões de reais. Ainda assim, eles continuam precarizando as condições de trabalho, prejudicando os funcionários e também os clientes, que sofrem com as longas filas nas agências.

Rotatividade e desigualdade

De acordo com o levantamento, além do corte de vagas, a rotatividade continuou alta. Os bancos contrataram 16.905 funcionários e desligaram 19.700 nos primeiros quatro meses. O salário médio dos admitidos pelos bancos foi de R$ 3.457,49, contra

R$ 5.957,73 dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio 58% menor que a remuneração dos dispensados.

A pesquisa mostra também que as mulheres, mesmo representando metade da categoria e tendo maior escolaridade, continuam discriminadas pelos bancos na remuneração. As 8.150 mulheres admitidas nos bancos no primeiro semestre de 2015 entraram recebendo, em média, R$3.095,21, enquanto os homens, R$ 3.794,74. Média salarial 18,4% inferior à remuneração de contratação dos homens.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é ainda maior no desligamento. Os homens que tiveram o vínculo de emprego rompido recebiam, em média, R$ 6.696,68. Já as mulheres, R$ 5.211,69. Resultando em um salário médio 22,2% menor do que o dos homens.

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