quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Fenaban chega a 7,5%. É muito pouco

Depois de 15 dias de forte greve nacional, com a paralisação de mais de 12 mil agências em todo o país, 1.076 somente na Bahia, a Federação Nacional dos Bancos apresentou, nesta terça-feira (20/10), em São Paulo, uma nova proposta de reajuste salarial de 7,5% e retirou o abono, de R$ 2,5 mil. 


O Comando Nacional dos Bancários rejeitou ainda na mesa de negociação. Mas, reafirmou que está aberto a negociar o aumento real dos salários. A Fenaban entendeu o recado, pediu intervalo e remarcou para quarta-feira (20/10), 11h, a continuidade das discussões.

É bom os bancos apresentarem uma proposta com ganho real. Até porque, o índice oferecido nesta terça-feira (20/10) está muito longe do reivindicado pela categoria - reajuste de 16%. Também não repõe a inflação, em 9,88%, e, portanto, continua impondo perda, de 2,38%. 


Outras questões prioritárias, como o fim das demissões e a ampliação do quadro de funcionários para desafogar as agências, melhores condições de trabalho, fim das metas, e investimento em segurança foram novamente ignoradas.

Presente na negociação, o presidente da Federação da Bahia e Sergipe e membro da Coordenação Nacional da CTB-Bancários, Emanoel Souza, ressalta que "a reabertura da negociação é uma vitória da greve, mas o fato de a Fenaban apresentar uma proposta que não contemple ganho real é muito ruim". Agora, aos bancários, só interessa fortalecer a greve até garantir a vitória. A paralisação já é a maior desde 2004. 

O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, ressalta que a proposta é incompatível com os lucros obtidos pelos bancos. "O índice oferecido continua sem repor a inflação, sem dúvidas um prejuízo aos bancários que terão perda do poder aquisitivo. Assim, a greve continua. A Fenaban tem de melhorar muito a proposta".

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