quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Greve dos bancários começa forte em São Paulo e atinge centros administrativos

A greve nacional dos bancários começou forte em São Paulo na manhã da terça-feira, 06 de outubro. O movimento é mais que o dobro do ano passado e deve ser ampliado no segundo dia com adesão de trabalhadores de setores estratégicos das instituições financeiras.
Indignados com a proposta dos bancos de 5,5% de reajuste e abono de 2,5 mil - que impõe perda de 4% nos salários, piso e verbas - trabalhadores de bancos públicos e privados realizam uma das mais mobilizadas greves dos últimos anos. No primeiro dia, mais de 38 mil trabalhadores pararam em São Paulo, Osasco e região – em 2014, foram 16 mil.
“A categoria está indignada com essa proposta apresentada pelos bancos, já que 5,5% não repõem nem a inflação do período. A tendência da greve é crescer, pois essa proposta é uma afronta a uma categoria que enfrenta diariamente o assédio moral e a pressão por metas”, destacou Alex do Livramento, representante da CTB e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Inflação
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de setembro com alta de 0,54%, resultado 0,32 ponto percentual superior à taxa de 0,22%, registrada em agosto, informou, nesta quarta-feira (7), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação de setembro elevou a taxa acumulada no ano (janeiro-setembro) para 7,64%. Já a taxa anualizada (acumulada nos últimos 12 meses) ficou em 9,49%.

O IPCA de 7,64% acumulado no ano supera a taxa de 4,61%, de igual período de 2014. Com isso, a inflação oficial, medida pelo IPCA, constitui o mais elevado índice para o período janeiro/setembro, desde 2003, quando a alta acumulada havia sido de 8,05%. Já a taxa de 9,49%, acumulada nos últimos 12 meses, ficou um pouco abaixo dos 9,53% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2014, o IPCA registrou 0,57%.

Segundo os técnicos do IBGE, a taxa de setembro foi influenciada por importantes itens de despesas das famílias. O botijão de gás, com peso de 1,07% no IPCA, liderou o ranking das principais contribuições. O gás liquefeito de petróleo para uso residencial ficou 12,98% mais caro nos pontos de distribuição ao consumidor, percentual inferior ao reajuste de 15% autorizado pela Petrobras nas refinarias, com vigência a partir do dia primeiro de setembro.
Mobilização cresce
Nesta quarta-feira (07), o movimento entra em seu segundo dia de paralisação com a adesão de funcionários de mais centros administrativos, que abrigam setores estratégicos como câmbio, tecnologia da informação e centrais de atendimento ao cliente das instituições financeiras.
Assim, juntaram-se aos bancários do Bradesco Alphaville, Nova Central e Prime da Paulista, os funcionários do Telebanco Santa Cecília. No caso do Itaú, além dos Centros Administrativos Raposo, GPSA e CTO, o movimento chegou aos do Tatuapé e ITM e contingenciamentos nas ruas Fábia e Jundiaí. No Santander, além dos Centros Administrativos 1 e 3, a paralisação chegou ao Vila, na zona norte da capital. No Banco do Brasil, a luta continua nos complexos São João e Verbo Divino, e ganhou adesão dos bancários do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) e da Diretoria de Tecnologia. Caixa do Largo da Concórdia, Cepti Osasco, Ciopi Brás, CTDI, Gilie Paulista também estão paradas. Seguem fechadas diversas agências pela cidade, nas regiões do centro, Paulista e Faria Lima.
A próxima assembleia será na terça-feira 13, às 17h, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé).
Cinthia Ribas - Portal CTB

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