quinta-feira, 4 de agosto de 2016

18ª Conferência Nacional dos Bancários(as) repudia violência e desigualdade contra a mulher - Sindicato dos Bancários de Sergipe e CONTRAF




A luta das mulheres é a luta de todos os bancários e bancárias. Esta foi a mensagem dos delegados e delegadas da 18º Conferência Nacional dos Bancários, que terminou no domingo (31) em São Paulo.  Os representantes da categoria em todo o país aprovaram moção onde se colocam “contrários a toda e qualquer forma de violência contra as mulheres, seja ela física, psicológica, simbólica, doméstica ou no âmbito do trabalho.”
Afirmam ainda que “A construção de uma sociedade justa e igualitária, com igualdade de oportunidades e sem discriminação de gênero, raça, orientação sexual, e pessoas com deficiência, ou de qualquer outra ordem, passa pela erradicação de todas as formas de violência de gênero, do combate a cultura do estupro presente na sociedade, disseminado e reforçado nos meios de comunicação que estereotipizam as mulheres como objetos e não como sujeitos.”



Veja aqui a íntegra da moção
Larissa Couto, Diretora de Cultura e Formação Sindical do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista (BA), lê Declaração da 18ª Conferência contra qualquer forma de violência e preconceito, notadamente contra as mulheres:



Consta da moção dados sobre violência contra a mulher. Entre 1980 e 2013 106.093 mulheres foram assassinadas no Brasil. A cada 11 minutos uma mulher é estuprada, esse número, no entanto, é subnotificado e pode ser muito maior, pois a maioria das mulheres tem medo de denunciar o agressor ou sente vergonha de ser submetida ao julgo da sociedade que tende a culpabilizar a mulher pela violência que sofreu.
Paridade de Gênero
A Conferência Nacional dos Bancários teve a participação de 633 delegados, sendo que 233 mulheres (36,8%). Uma representatividade feminina muito aquém de seu peso na categoria, onde a metade é de bancárias.
Para buscar mudar este panorama foi aprovada a orientação de paridade de gênero para a próxima Conferência Nacional. A orientação visa ampliar a participação política e o empoderamento das mulheres no setor.
Mesmo sendo mais escolarizadas, as mulheres permanecem sendo discriminadas pelos bancos na sua remuneração, recebendo, em média, 26,3% a menos que os homens, conforme levantamento do Dieese.
Com relação a representatividade na luta sindical é importante destacar que o número de mulheres presidindo sindicatos e federações de bancários no país vem crescendo significativamente. Atualmente, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fetrafi MG, FETEC SP, Pernambuco, Pará, e Campinas, entre outros, são presididos por mulheres. 
Fonte: Contraf

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